Porque Investir em Fundos de Investimento é Uma Boa Para Você

Porque Investir em Fundos de Investimento é Uma Boa Para Você

Se você ainda não possui um capital grande o suficiente que permita uma boa diversificação em ativos financeiros (títulos públicos, CDBs, ações, debêntures etc), os fundos de investimento são uma boa opção para você.

Se você quer flexibilidade nos aportes e resgates de suas aplicações financeiras, podendo aplicar ou resgatar os exatos valores que precisa, os fundos de investimento são uma boa opção para você.

Se você não sabe exatamente quando vai precisar do dinheiro que está aplicado, pode ser amanhã se pintar uma oportunidade interessante ou pode ser bem mais para frente quando for se aposentar, os fundos de investimento são uma boa opção para você.

Se você não tem tempo ou conhecimento para analisar estratégias de alocação nos diversos ativos financeiros disponíveis no mercado, os fundos de investimento são uma boa opção para você.

Os fundos de investimento são um tipo de aplicação financeira coletiva que reúne recursos de diversos investidores para a aquisição de um conjunto de ativos financeiros – títulos públicos, títulos privados, moedas, ações, dentre outros. Cada investidor de um fundo possui uma quantidade de cotas proporcional ao valor total de seus investimentos.

É como um condomínio residencial, em que cada morador é dono de um apartamento (cota) e paga ao síndico para gerenciar o prédio.

Dentro deste condomínio temos algumas funções que são exercidas por equipes distintas. O gestor do fundo é o responsável por escolher os ativos que comporão a carteira de investimentos, observando a relação risco/retorno. O administrador é responsável por administrar as rotinas operacionais, incluindo aspectos jurídicos e legais. O custodiante é responsável pela guarda dos ativos da carteira. E, finalmente, temos a figura do auditor independente que é responsável pela fiscalização do cumprimento das normas. Normas estas que estão descritas no regulamento do fundo, que funciona como o regimento interno do condomínio.

Quanto mais segregadas essas funções entre diferentes entidades, maior será a segurança oferecida aos cotistas, principalmente por que esse modelo evita eventuais conflitos de interesse.

Um ponto importante a se ressaltar é que o sistema financeiro brasileiro é muito regulado, o que traz algumas seguranças para o investidor. Uma delas é o que chamamos de chinese wall, onde os recursos da gestora não se confundem com os recursos do fundo. Logo se a gestora não for tão sólida quanto um banco de primeira linha e vier, por ventura, a quebrar, os recursos dos investidores estão protegidos, uma vez que não há comunicabilidade entre os recursos deste com os daquele.

Existem no mercado alguns tipos de fundos de investimento. A Anbima, Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, que fala em nome de instituições como bancos, gestoras, corretoras, distribuidoras e administradoras, classifica os fundos basicamente em quatro tipos: renda fixa, ações, multimercado e cambial.

Dentro desta classificação mais genérica podemos fazer subdivisões que especificam ainda mais o tipo de aplicação que é realizada naquele fundo, como exemplo temos os referenciados, os de crédito privado, os internacionais, os long short, os long biased e por ai vai! A lista parece não ter fim!

Um ponto a se atentar quando se opta por este tipo de investimento são as taxas às quais você estará sujeito. As taxas que se deve ficar de olho são as de administração e de performance.

A taxa de administração vem para remunerar as equipes que atuam no funcionamento do fundo e que já apresentamos aqui, são o gestor, administrador, custodiante etc. É muito importante que a taxa cobrada seja condizente com a complexidade do fundo.

Por exemplo, um fundo multimercado tende a ter uma taxa de administração mais alta do que um referenciado, que deve ter sua performance, como o nome sugere, muito próxima à sua referência, que é o CDI, e com operações muito mais triviais para o seu gestor.

Logo a taxa de administração deste tipo de fundo deve ser baixa, inferior a 1% do patrimônio líquido ao ano. Vemos no mercado fundos referenciados como o HiperFundo Bradesco DI que cobram 2,9% de taxa de administração, um valor que acaba comprometendo a rentabilidade do investidor, como podemos verificar no gráfico comparativo de 2017 com outro fundo referenciado disponível no mercado, o BTG Pactual Yield DI Referenciado Crédito Privado, mas com uma taxa de administração de 0,3% ao ano.

Quem aplicou R$100 mil no fundo do Bradesco no início de 2017 teve uma rentabilidade no final do mesmo ano de quase R$5 mil a menos do que quem aplicou no fundo do BTG Pactual. Essa diferença se dá em grande parte pela questão da taxa de administração.

A taxa de performance não é regra entre os fundos de investimento, sendo mais observada em fundos multimercado de maior volatilidade e de ações. Esta taxa incide sobre a rentabilidade do fundo que exceder o seu indexador de referência, benchmark.

A taxa pode ser vista como um alinhamento de interesse entre o investidor e o gestor, uma vez que quando o gestor bater o mercado para o investidor ele também fica com uma fatia do resultado.

Os rendimentos alcançados pelos fundos de investimento em ações são tributados no imposto de renda em 15%, e o valor é cobrado no momento do resgate pelo próprio administrador do fundo. Não há cobrança de IOF.

Já os fundos de investimento de Curto Prazo, Referenciado DI, Renda Fixa e Multimercado são tributados como os títulos públicos, tanto pelo imposto de renda quanto pelo IOF, onde quanto maior o período de aplicação menor a alíquota do imposto.

Nestes fundos existe um mecanismo chamado come-cotas, que é a cobrança antecipada de imposto de renda no último dia útil dos meses de maio e novembro de cada ano, mesmo que você não faça resgates.

O valor a ser pago é calculado pelo administrador do fundo com base no rendimento acumulado no período de seis meses (de 1 de junho a 30 de novembro ou de 1 de dezembro a 31 de maio).

A alíquota a ser aplicada nos casos de fundos de curto prazo será de 20%. Para os fundos de longo prazo, a alíquota cai para 15%. Se a aplicação ocorrer após o início de um dos dois ciclos de seis meses, o cálculo é realizado a partir da data da aplicação.

Essa forma de tributação é conhecida por come-cotas porque o valor da cota não é alterado em função do imposto, e sim a quantidade de cotas. Muitas vezes o investidor nem percebe que houve o come-cotas, mas é bom saber que ele existe.

Até aqui você viu as principais características e tem uma boa ideia do que observar na hora de escolher um fundo de investimento, restam apenas duas variáveis a considerar na escolha final, o seu perfil de investidor e o momento do mercado.

Estas variáveis são superimportantes e explico o porquê. Não é porque o fundo é de renda fixa que ele é recomendado para um investidor de perfil conservador. E não é porque um fundo performou bem em determinado momento que ele se comportará de maneira similar no futuro.

Acompanhe este exemplo de um fundo de renda fixa, que ao contrário do que sugere o senso comum não é indicado para compor grande parte da carteira de um investidor conservador, que performou muitíssimo bem em um ano, 2012, mas no ano seguinte teve um resultado desastroso para seus investidores.

 

 

Repare que não houve aqui um problema na gestão, simplesmente de um ano para o outro aquele tipo de aplicação passou a não fazer mais sentido por questões do mercado e da economia.

Agora você já sabe como escolher um bom fundo e o que observar antes de fazer esta escolha!

Procure um planejador financeiro de sua confiança na hora de selecionar os investimentos mais adequados para você, ele irá lhe orientar nas classes mais indicadas para o momento de mercado, considerando seu perfil e seus objetivos.

 

Bons investimentos!

 

Nathaniel Bloomfield

Equipe Confiança

 

 

 

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